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Bruno
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Article paru dans le journal espagnol REDES et dans le supplément interactif. Extrait de l'article Indignação nos PABX Os fornecedores de Internet prometem libertar os consumidores da engrenagem de custos imposta pela "velha escola" dos operadores de telecomunicações a cada evolução dos PABX. O esforço de adaptação ao plano de numeração revelou bem, em alguns países, o peso dos interesses instalados. Mas a verdade é que os custos de locação, manutenção e actualização do software e do hardware impostos pelos operadores e pela sua armada de instaladores são ainda consideráveis. Antes do IP, para se libertarem destes custos, os utilizadores não tinham outra hipótese senão a de migrarem para uma solução menos onerosa, mas igualmente fechada. O que eles dizem ... "O mercado do telefone IP é actualmente maior, apesar de os sinais desta maturidade nem sempre serem aparentes. Alguns operadores históricos estão a utilizar o IP nos seus backbones, mas evitam divulgá-lo. A médio prazo, o desenvolvimento do telefone IP passará pelas tecnologias de transmissão móvel, como o UMTS" Bruno Salgues animador do CRITIC (Centre de Recherche Interdisciplinaire pour les Technologies de L'Information e de la Communication) A concorrência no mercado do telefone IP preserva, à priori, os utilizadores de um novo "imposto proprietário". A exemplo do que acontece com os equipamentos de rede usuais, o custo dos gateways e de outras unidades de controlo deverá baixar sob o efeito de massa. Por outro lado, o NT - adoptado por diversos fornecedores de centrais IP - está predisposto a albergar as aplicações de CTI (Convergência Telefone-Informática) de terceiros. Pelo contrário, as centrais tradicionais impõem uma bateria de opções proprietárias e onerosas, incluindo o ACD (Automatic Call Distribution) e o servidor de correio. Relativamente às vantagens económicas, a integração do telefone na rede informática evita uma cablagem redundante. Ou seja, esta passa a centralizar o esforço de exploração e de administração, resultando na redução dos custos de exploração. Além da economia financeira, as soluções de telefone IP dispõem de funções de administração próprias das arquitecturas telefónicas baseadas em IP. Entre elas figuram, por exemplo, a função DHCP (Dynamic Host Configuration Protocol), que identifica automaticamente a combinação Ethernet-IP da sua conexão à rede. Em termos de evolução, as soluções de telefone permitem um aumento de capacidade progressiva por intermédio de uma interligação em rede. Esta característica de arquitectura distribuída apresenta-se mesmo como o principal trunfo dos produtos de telefone sobre IP. Na realidade, serve tanto os call centers submetidos a um tráfego variável, como às grandes empresas dotadas de centenas de dependências de dimensão variável. A impossibilidade de interligar PCs a montante das centrais tradicionais também desaparece quando se utiliza uma solução IP. Recorde-se que, na primeira tentativa de integração voz-dados efectuada sob o signo do RDIS, os operadores de telefone fecharam o acesso dos seus PABX aos PCs munidos de adaptadores S0. Tal como acontece com qualquer nova tecnologia, as soluções de voz sobre IP têm também os seus defeitos. No entanto, estes últimos são diferentes quando se baseiam numa estrutura tradicional de rede local informática, ou com comutação de circuitos. |
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